Governo tem boas chances com adoção de metas, diz economista
Brasília, 30 (AE)- O economista chefe do Banco de Santos
Rogério Mori, disse há pouco à Agência Estado que o governo tem "boas chances" de ser bem sucedido na adoção das metas de inflação, que serão divulgadas daqui há pouco após a reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Mori ressalta, no entanto, que atualmente é baixa a demanda da sociedade por um instrumento desta natureza para coordenar as expectativas.
Segundo ele, as maiores demandas pela adoção da "inflation targenting" ocorreram "no auge da crise", quando o economista Armínio Fraga assumiu a presidência do Banco Central. Na avaliação do economista chefe do Banco de Santos, os maiores riscos à adoção de metas de inflação estão associados à questão fiscal, na medida em que "ainda não existe um horizonte de equilíbrio das contas públicas de longo prazo".
É fundamental, segundo o economista, que o governo não perca o foco do ajuste fiscal, retomando as discussões que proporcionem equilíbrio das contas no longo prazo. "É nesse campo que será travada a batalha final pela manutenção da estabilidade de preços de longo prazo", comentou. Na análise que faz sobre a adoção das metas de inflação, Mori comenta que o decreto 3.088/99, que fixou as linhas gerais para a definição das metas inflacionárias, formaliza que o objetivo da política monetária é a manutenção da inflação baixa e estável.





