Taipé, 25 (AE-AP) - O presidente de Taiwan, Lee Teng-hui, tentando lidar com as repercussões do terremoto, assinou neste sábado (25) um raramente utilizado decreto de emergência a fim de facilitar a manutenção da ordem por parte de soldados e policiais.
Lee busca amenizar as acusações de que ele estava sendo muito desajeitado devido à lenta reação do governo nos momentos iniciais após o terremoto ter gerado duras críticas. Houve poucos registros de saques ou outros incidentes.
O decreto deve ser aprovado pelos parlamentares taiwaneses antes de entrar em vigor. A votação ocorrerá nos próximos dias no Parlamento, amplamente controlado pelo Partido Nacionalista, de Lee.
Um dos objetivos do decreto é punir severamente quem quer que tente tirar proveito do povo taiwanês aumentando exorbitantemente os preços de produtos de primeira necessidade escassos.
Lee assinou o decreto na noite deste sábado, pelo horário local, utilizando a tradicional caneta-tinteiro chinesa que lembra um pincel. Mas ele já havia dito a repórteres anteriormente que o governo deixou claras suas intenções.
Soldados poderão trabalhar mais facilmente em qualquer esforço de auxílio após o terremoto de 7,6 graus na escala Richter que matou mais de 2.000 pessoas, afirmou o presidente a jornalistas.
Neste sábado, o Centro de Gerenciamento de Desastres revisou para 2.002 o número de mortos em decorrência do terremoto. Há ainda 8.544 feridos, 209 pessoas presas nos escombros e 23 desaparecidos. Segundo o governo, a morte de dezenas de vítimas foi registrada mais de uma vez. Por esse motivo o número de mortos ultrapassou 2.200 e depois foi revisado.

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