Seul, 10 (AE-AP) - O governo sul-coreano dirigiu uma forte advertência contra os trabalhadores da indústria automobilística que estão em seu quarto dia de greve para protestar contra a proposta venda da Daewoo Motor Company a um comprador estrangeiro.
"Trataremos com severidade as greves ilegais relacionadas com a venda da Daewoo Motor", disseram numa declaração conjunta o ministro das Finanças, Lee Hun-jai, e outros dez ministros do gabinete.
"Se a administração da Daewoo Motor não se normalizar brevemente, nossa indústria automotiva ficará atrasada em relação à competição internacional e nosso crédito nacional ficará seriamente prejudicado", diz a declaração.
Os bancos credores pretendem vender a enfraquecida Daewoo Motor até junho através de um leilão internacional. A General Motors Corp. e a Ford Motor Co., dos Estados Unidos, são agora as principais pretendentes à compra, depois que a DaimlerChrysler A.G, da Alemanha e a coreana Hyundai Motor Company se retiraram da competição.
Temendo que essa venda possa resultar em demissões em massa , os operários das quatro empresas automotivas do país - Hyundai, Daewoo, Kia e Sangyong - iniciaram na quinta-feira passada uma greve de uma semana.
Eles exigem que a Daewoo seja nacionalizada ou adquirida por uma companhia local. A greve acarreta ao país uma perda de produção calculada em até US$120 milhões por dia, disseram as autoridades.

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