Moscou, 02 (AE-AP) - O governo russo está exultante com o acordo obtido hoje (02) para reduzir a dívida do país com os países credores, no âmbito do Clube de Paris, o que vai representar o desembolso de US$ 600 milhões, em vez dos US$ 8,1 bilhões previstos para este ano e para o próximo. O mercado, porém, continua cético, até porque a queda-de-braço mais dura começa amanhã em Frankfurt, quando os representantes de Moscou vão encontrar-se com bancos credores privados, reunidos no Clube de Londres.
O problema não é exatamente negociar algum tipo de reescalonamento, mas acertar uma fórmula razoável de liquidação da dívida da era soviética, que as autoridades de Moscou gostariam de ver cancelada. Do êxito dessa nova etapa de conversações depende ainda a solução para os títulos russos em poder dos bancos estrangeiros, que foram alvo da moratória unilateral decretada em agosto do ano passado.
De acordo com Detlev Rahmsdorf, porta-voz do Deutsche Bank, que lidera o comitê de credores, os banqueiros pretendem, no encontro, analisar os termos do programa russo com o Fundo Monetário Internacional antes de discutir a possível reestruturação das dívidas do setor privado. Ele informou ainda que no fim da reunião deverá ser publicado um relatório sobre as negociações.

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