Londrina - O governo do Estado rompeu contrato com a Squadro Construtora e Incorporadora, vencedora da licitação ocorrida em 2010 para execução da segunda fase de obras do Jardim Botânico de Londrina. A construção estava orçada em R$ 20,1 milhões.
A empresa até agora não cumpriu nenhuma das obrigações previstas em contrato, como a construção de três estufas, um centro de recepção aos visitantes, anfiteatro, trilha terrestre, sanitários, praça de alimentação e um alojamento para abrigar a 2 Companhia de Polícia Militar Ambiental.
A empreiteira, no entanto, vai ficar responsável por concluir, ainda este ano, dois serviços em andamento: a construção da sede da Polícia Ambiental e das estufas.
O Estado cogitou a possibilidade de declarar a empresa inidônea, o que impediria a firma de ter novos contratos com o poder público. ''Com a briga jurídica não poderíamos mais licitar uma outra empresa. Entendemos que esse seria o pior caminho. Optou-se por fazer o distrato amigável, em que as partes cedem por um interesse maior'', afirmou o coordenador da Região Metropolitana de Londrina, Victor Hugo Boselli Dantas.
Os valores empenhados pelo Estado na segunda fase das obras do Jardim Botânico não foram revelados. A FOLHA tenta desde o mês passado uma entrevista com o secretário estadual de Meio Ambiente, Jonel Iurk, mas ele se nega a falar sobre o assunto.
O Jardim Botânico está fechado há 18 meses para o público em virtude das obras. A intenção do governo é reabri-lo ainda este ano. Ninguém foi localizado na Squadro Construtora para comentar o assunto.

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