São Paulo, 01 (AE) - Os fabricantes de autopeças não conseguem repassar os aumentos de custos às montadoras e, com o acordo emergencial que vai congelar os preços dos carros, o setor pediu interferência do governo para tentar evitar a pressão de custos dos seus fornecedores. Segundo o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotivos (Sindipeças), Paulo Butori, os aumentos de custos chegam a até 70% em alguns itens importados.
Butori explicou hoje que os fabricantes de peças estão levando às montadoras notas que comprovam aumento de custos provocado com a desvalorização, que resulta na necessidade de repassar uma cotação do dólar entre R$ 1,40 e R$ 2,00. Segundo ele, algumas empresas conseguiram repassar a cotação de R$ 1,40. Mas a maioria não consegue repassar nada.
Diante do pedido do governo na reunião do acordo emergencial, sexta-feira, para que não haja mais repasse de custos, o representante da indústria de autopeças explicou que seus fornecedores estão aumentando os preços. "Nós só não repassaremos se nossos próprios fornecedores também não elevarem seus preços", destacou.
Junto com a queixa, o secretário de comércio e serviços do Ministério da Fazenda, Hélio Mattar, recebeu do representante da indústria de componentes uma lista com as empresas que estão repassando custos à indústria de autopeças. O governo deverá convocar uma reunião com o setor em Brasília nesta quarta-feira.Por Marli Olmos ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca altera informações, com novo texto. Por favor, desconsidere a enviada anteriormente.

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