Curitiba- Sem acordo com o comando nacional de greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Saúde e Trabalho, o governo federal decidiu retirar a proposta de melhorias salariais apresentada na semana passada. Hoje, a greve dos servidores completa 52 dias.
Representantes de, pelo menos, 10 estados, reuniram-se ontem, em Brasília, para negociar com o governo uma contraproposta. O prazo para que os servidores acatassem ou não a proposta terminou ontem.
Segundo nota do ministério, o governo apresentou ao INSS três propostas, que evoluíram de um montante inicial de R$ 70 milhões para R$ 140 milhões no decorrer das negociações. Esse seria o limite definido pelo governo em função das restrições orçamentárias e do impacto de R$ 6,8 bilhões na folha de 2005, resultado das negociações ocorridas em 2004.
A proposta agora retirada pelo governo previa um reajuste que vigoraria a partir de janeiro de 2006. A recomposição seria na Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS) e variava de 5 a 9,4% para os servidores aposentados e pensionistas e de 9,7% a 17% para os servidores ativos.
Os servidores defendem uma gratificação fixa, linear, pois entendem que o governo não dispõe de critérios claros para distribuir o abono.
Para os 221 mil servidores da seguridade social que engloba saúde, trabalho e previdência social , a proposta previa o pagamento do passivo de 47,11% que já vem sendo pago para os servidores do INSS. Esse passivo seria pago em 6 anos, em duas parcelas anuais, sempre em março e dezembro de cada ano. O impacto desse pagamento quando integralizado na folha de pagamentos da União, seria de R$ 1,7 bilhão.
No 51º dia de greve dos servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em São Paulo, apenas duas agências, das 27 na capital, funcionaram com atendimento parcial.

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