Governo retém funcionários da Odebrecht
Caracas- O presidente equatoriano, Rafael Correa, interveio ontem na construtora brasileira Odebrecht ante a falta de um acordo sobre as falhas de construção que paralisaram a hidrelétrica de San Francisco, segunda maior do país. O decreto, assinado a cinco dias do crucial referendo constitucional, inclui o sequestro de bens da empresa, a militarização dos canteiros de obras e proíbe que quatro funcionários deixem o país.
Correa também declarou ''emergência nacional'' para ''evitar um estado de comoção interna diante da possibilidade de apagões de luz generalizados no território nacional''.
Localizada na região central do Equador, a usina é responsável por 12% da produção total de energia do país. Foi inaugurada há 14 meses, mas deixou de produzir em junho devido ao desgaste prematuro das rodas d'água das turbinas e do desabamento parcial do túnel por onde passa a água.
A Odebrecht havia se comprometido a resolver os dois problemas para que a usina voltasse a funcionar até 4 de outubro, mas não chegou a um acordo sobre uma indenização ao Estado.





