Governo reconhece emergência em mais 21 cidades
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quinta-feira, 04 de julho de 2013
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba - Em todo o Paraná chega a 80 o número de municípios em situação de emergência por causa das chuvas intensas do último mês. Ontem o governo reconheceu mais 21 cidades, além das 59 que já tinham sido divulgadas na semana passada, que foram afetadas por enchentes, alagamentos, deslizamentos.
Até o início da noite de ontem, conforme boletim da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, 138.893 pessoas foram atingidas pelas chuvas, desde 19 de junho, em 113 municípios. Foram 7.455 residências que sofreram prejuízos e 181 edificações públicas que tiveram problemas estruturais.
Desde então, início do período de chuvas intensas, 13.719 pessoas ficaram desalojadas e 1.748 desabrigadas em todo o Estado. Até ontem, 1.188 moradores permaneciam desalojados e 729 desabrigados.
As cidades que tiveram a situação decretada nesta quinta-feira são Ampére, Bom Jesus do Sul, Boa Esperança do Iguaçu, Cantagalo, Cafezal do Sul, Campina da Lagoa, Chopinzinho, Colorado, Douradina, Engenheiro Beltrão, Guaporema, Ivaté, Marquinho, Maria Helena, Planaltina do Paraná, Santa Mônica, Santa Cruz de Monte Castelo, Santo Antônio do Sudoeste, Santa Isabel do Ivaí, União da Vitória e Vera Cruz do Oeste.
Segundo o capitão Dorico Borba, da Seção de Planejamento da Defesa Civil, a demora para entrar na lista de cidades em situação de emergência ocorre porque a capacidade de resposta dos municípios é limitada. Ele ressaltou que muitos moradores ainda sofrem para se comunicar ou se deslocar em algumas localidades. "As necessidades básicas estão sendo atendidas e continuamos recebendo solicitações, por isso o número de afetados cresce, mesmo depois de alguns dias sem chuva", explicou.
O capitão também informou que na segunda-feira representantes de todos os municípios que tiveram prejuízos com as chuvas vão se reunir com a Coordenadoria da Defesa Civil na capital para dar início à elaboração dos relatórios que serão encaminhados ao Ministério da Integração Nacional.
As prefeituras têm 180 dias para contratar serviços emergenciais com menos trâmites burocráticos. Devem fazer um levantamento dos danos provocados pelas chuvas e elaborar um plano de trabalho para que recursos do governo federal sejam liberados e destinados à reconstrução de pontes e equipamentos de infraestrutura urbana danificados pelas chuvas.


