Brasília, 10 (AE) - O governo decidiu realizar mais uma oferta de 60 milhões de litros de álcool combustível no próximo dia 16, apesar de os preços do produto já estarem estáveis no mercado. Este será o sexto leilão a ser realizado desde o final do ano passado, com uma oferta total de 360 milhões de litros de álcool dos estoques da Petrobras.
Os 60 milhões de litros de álcool que serão vendidos por meio de leilão eletrônico do Banco do Brasil, estão estocados nas seguintes praças: Rio de Janeiro (10 mil litros em Duque de Caxias); Minas Gerais ( 12 mil litros em Betim); São Paulo (9 mil litros em Paulínea; 9 mil litros em Guarulhos; 5 mil litros em Utinga; 6 mil litros em Ourinhos; 2 mil litros em Barueri e 3 mil litros em Bauru); e Brasília, com 4 mil litros.
O Conselho Interministerial do Açúcar e do álcool (Cima) ainda não decidiu se este será o último leilão a ser realizado. O ministro da Agricultura, Marcos Pratini de Moraes, informou que na próxima semana os técnicos farão uma análise do mercado e do comportamento dos preços para que os secretários-executivos que integram o Cima tomem a decisão.
O governo começou a realizar os leilões de álcool no dia 9 de dezembro do ano passado para conter a elevação de preços praticada pelas distribuidoras. Na ocasião, os preços foram elevados, em parte, para compensar o fim do subsídio de R$ 0,45 por litro que o governo pagava aos produtores e que foi extinto em primeiro de novembro do ano passado. Além disso, o recolhimento do ICMS , que era feito pelas distribuidoras, passou a ser feito diretamente pelos produtores. Isso fez com que as grandes distribuidoras, que vinham reduzindo suas margens para competir com as revendedoras menores que não recolhiam o ICMS, amparadas por liminares que obtiveram na Justiça, voltassem a recompor suas margens de lucro.

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