O governo brasileiro criticou a decisão dos Estados Unidos de revogar os vistos de dois servidores ligados ao Programa Mais Médicos, medida anunciada pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. A ação foi direcionada a Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor da pasta e atual coordenador-geral para a COP30.

Segundo Washington, os dois desempenharam papel central na implementação do programa e seriam cúmplices do que o governo de Donald Trump classificou como trabalho forçado do governo cubano. A acusação se refere à participação de médicos de Cuba no Mais Médicos, contratados por meio da Opas, Organização Pan-Americana da Saúde, entre 2013 e 2018.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reagiu afirmando que a política continuará levando atendimento a regiões remotas, de difícil acesso e vulneráveis no Brasil. Ele destacou que, nos últimos dois anos, o número de profissionais no programa dobrou, reforçando a cobertura do Sistema Único de Saúde.


icon-aspas Temos muito orgulho de todo esse legado que leva atendimento médico para milhões de brasileiros que antes não tinham acesso à saúde. Seguiremos firmes em nossas posições: saúde e soberania não se negociam. Sempre estaremos do lado do povo brasileiro
Alexandre Padilha - ministro da Saúde

O programa

Criado em 2013, o Mais Médicos foi idealizado para suprir a carência de profissionais em áreas com escassez de atendimento. A participação de médicos estrangeiros, especialmente cubanos, foi alvo de críticas e polêmicas, até que o convênio com Cuba foi encerrado em 2018 após divergências entre os governos.

Em 2023, o programa foi retomado sob o nome Mais Médicos para o Brasil, com prioridade para a contratação de profissionais brasileiros e ampliação para outras categorias de saúde, como dentistas, enfermeiros e assistentes sociais. O Ministério da Saúde afirma que a reformulação contribuiu para aumentar a fixação de profissionais nas comunidades atendidas.

Padilha reforçou que o Mais Médicos é uma política pública aprovada pela população e defendeu que o Brasil não abrirá mão de decidir seus próprios rumos na área da saúde. Para ele, garantir atendimento médico onde antes não havia acesso é uma questão de soberania nacional. (Com informações da Agência Brasil)

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