Brasília - O Ministério das Cidades apresentou nesta terça-feira (25) o Pnatrans (Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito), com o objetivo de reduzir pela metade o número de mortes por acidentes no trânsito em um período de dez anos. Estimativa aponta que o Brasil gaste R$ 50 bilhões por ano com os acidentes de trânsito, que causam uma média de 45 mil mortes ao ano, cerca de 130 mortes por dia.

"O Brasil, infelizmente, demorou um tempo bem mais moroso para se integrar a um compromisso junto à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OMS (Organização Mundial da Saúde) para reduzir pela metade as mortes no trânsito. No Brasil, esse número é extremamente alarmante", destacou o ministro das Cidades, Alexandre Baldy.

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Criado pela Lei 13.614/2008, o plano estabelece um trabalho conjunto de órgãos de trânsito, transporte, saúde, justiça e educação, além de agrupar levantamentos feitos por entes governamentais e instituições privadas. As metas anuais de redução dos índices para cada Estado e para o Distrito Federal serão definidas pelo Contran (Conselho Nacional de Trânsito).

"O Pnatrans é a ferramenta mais importante que nós temos de combate ao alarmante número de mortes no trânsito e para termos um trânsito mais cidadão", afirmou Maurício José Alves, diretor-geral do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito).

Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), no topo do ranking de causas de acidente com morte ocorridos em 2016 estão a desatenção por parte do motorista (30,8%); excesso de velocidade (21,9%); ingestão de álcool (15,6%); desobediência à sinalização (10%); e ultrapassagens indevidas (9,3%). Em 6,7% dos casos, os motoristas adormeceram ao volante, causando os acidentes que resultaram em mortes. Isso significa que, somadas, essas causas que têm o erro humano em comum, totalizam 94% dos acidentes de trânsito fatais.

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