Jerusalém, 16 (AE-AP) - Maioria simples será suficiente para aprovar o futuro acordo de paz entre Israel e Síria, afirmou o ministro da Justiça ao falar sobre o projeto de referendo preparado por sua pasta.
Líderes oposicionistas, que estão tentando bloquear uma retirada israelense das Colinas do Golan - o preço para a paz com a Síria - disseram que uma maioria especial, talvez 60%, seria necessária para aprovar o tratado de paz.
Muitos parlamentares oposicionistas têm feito intervenções para neutralizar o voto dos cidadãos árabes de Israel, que representam cerca de 20% da população e devem apoiar o tratado de paz.
Israel nunca teve um referendo, e o projeto preparado pelo ministro da Justiça estabelecerá as regras básicas. A legislação já foi encaminhada para o comitê ministerial para aprovação, e posteriomente será enviada para a primeira votação no parlamento.
O primeiro-ministro Ehud Barak prometeu apresentar não apenas um tratado com a Síria, mas também acordos separados com libaneses e palestinos para aprovação pública. As mesmas regras para o referendo sobre Golan serão aplicadas em cada caso.
Antes do tratado de paz ser apresentado à população, ele precisará ser aprovado no parlamento por maioria especial - 61 votos num parlamento de 120 membros.
Dois integrantes-chave da coalizão de Barak - 68 cadeiras - disseram que desistirão de apoiar o governo caso o primeiro-ministro concorde com a retirada de Golan.
As duas facções, o governamentista "Partido Religioso Nacional" e "Israel BAliya" - que representa os imigrantes russos - juntos controlam nove cadeiras no parlamento. Caso esses partidos retirem seu apoio, o governo deixará de ter a maioria necessária para aprovar o tratado.
Entretanto, Barak parece ter o apoio de parlamentares árabes que não fazem parte de sua coalizão.
O projeto do Ministro da Justiça diz que o referendo deve ser realizado cerca de 45 a 60 dias após o tratado ser aprovado pelo parlamento.
A campanha para convencer a opinião pública promete ser dura, com pesquisas indicando que os israelenses estão divididos quanto à estrégia em relação às colinas.

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