Rio, 30 (AE) - O ministro dos Transportes, Eliseu Padilha, disse hoje que o governo federal deverá privatizar, neste ano, 5 mil quilômetros de rodovias. Padilha, que esteve na inauguração do Museu do Trem do Rio de Janeiro, em Engenho de Dentro, na zona norte, acrescentou que serão investidos US$ 310 milhões na conservação e sinalização das rodovias.
Para o ano que vem, o governo federal pretende estabelecer um programa de manutenção das estradas federais que não serão privatizadas, em convênio com o Banco Mundial (Bird), informou Padilha. O objetivo do programa, segundo o ministro, é fazer com que, em dois anos, estas rodovias tenham o mesmo padrão das que forem transferidas para a administração privada.
O processo de concessão de rodovias federais levará em conta o impacto do pedágio que será cobrado para a manutenção de cada via, informou o ministro. "Onde percebermos que a tarifa pesará no bolso do consumidor, as estradas não serão privatizadas", afirmou. "As tarifas têm de ter um nível tal que o consumidor considere melhor pagá-la do que ter as péssimas condições anteriores à privatização".
Metas - Padilha informou que serão privatizadas neste ano a rodovias Fernão Dias, que liga Belo Horizonte a São Paulo, o chamado "Corredor do Mercosul", entre São Paulo e o Rio Grande do Sul, e as BRs 163 e 364, que ligam Mato Grosso do Sul a Cuiabá (MT). O objetivo global do programa de concessões de estradas federais é a transferência de 15,5 mil quilômetros. Até o momento, foram privatizados apenas 856 quilômetros da malha federal.

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