Agência Estado
De Brasília
O governo deverá propor às emissoras de rádio e televisão do País um pacto para que, durante um dia a ser ainda determinado, todos deixem de exibir programação relacionada à violência. O pacto foi proposto ontem, durante a reunião entre o secretário nacional de Direitos Humanos, José Gregori, organizações não-governamentais (Ongs), educadores e psiquiatras. No encontro, discutiu-se a morte de três pessoas no MorumbiShopping.
O governo também vai reclassificar o filme ‘‘Clube da Luta’’ para ser exibido só para público acima dos 18 anos. Segundo Gregori, as cenas foram feitas simplesmente para chocar o público. ‘‘É uma produção sadoterrorista, um lixo’’, qualificou Gregori. Conforme Gregori, a intenção do governo e de entidades da sociedade civil é transformar um dia inteiro em uma data marcante, onde não serão exibidas cenas, filmes ou noticiários sobre violência.
Segundo o educador Joaquim Cardoso, do Ministério da Educação (MEC), é necessário a criação de uma campanha nacional, envolvendo secretarias estaduais e municipais de Educação, para que pais e professores aproximem-se mais das crianças e dos adolescentes nas escolas e em casa.
Interdição O Departamento de Controle do Uso de Imóveis (Contru) interditou na tarde de ontem as seis salas de cinema localizadas dentro do MorumbiShopping, na zona sul. De acordo com o diretor do órgão, Carlos Alberto Venturelli, foram verificados problemas no acionamento do sistema central de segurança do local que, no caso de algum imprevisto, é responsável em adotar medidas como travar portas, chamar bombeiros, médicos, polícia, entre outras coisas. ‘‘Além disso, constatamos que desde 1996 o cinema não renova os laudos de segurança.’’
Segundo o MorumbiShopping, no cinema há três dispositivos de segurança para situações de pânico: um alarme nas salas, um nos corredores e um na cabine dos monitores. E os monitores têm contato direto, via rádio, com a segurança e podiam ter informado a respeito de qualquer ‘‘anormalidade’’.

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