Goiânia, 30 (AE) - O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Benedito Rosa, disse hoje que ao lançar os contratos de opção para a comercialização da safra 98/99, o governo sinaliza ao produtor rural que se ele quiser vender seu produto, depois de tentar o mercado, terá a garantia de uma remuneração mínima. Benedito Rosa disse que o avanço na comercialização agrícola é fruto de uma natural evolução do mercado brasileiro de agribusiness, que se tornou possível graças a uma parceria do governo federal e estadual. "A forma tradicional de o governo comprar produtos na safra, estocar e devolver ao mercado na entressafra é antiquada e de um custo muito elevado para o País", afirmou.
Ele explicou que ao contrário desse sistema antigo, o governo está movido no processo de modernização da comercialização, de modo a evitar os excessos e deixar que o mercado cumpra sua missão de operar livremente. Benedito Rosa falou há pouco na Bolsa de Mercadoria de Goiás, onde o ministro da Agricultura, Francisco Turra, está lançando os contratos de opção para milho e algodão, em Goiás, e também arroz, para o Mato Grosso. A cerimônia tem a presença também do governador Marconi Perilo, e do presidente da Federação de Agriculgura de Goiás, João Bosco Umbelino.
Turra - O ministro da Agricultura, Francisco Turra, recomendou hoje, durante entrevista na Bolsa de Mercadorias de Goiás, que os produtores não paguem contas indevidas de financiamentos feitos em dólar, sugerindo que busquem informações junto ao Ministério e federações de agricultura, para evitar perdas da renda ganha com a desvalorização cambial. Ele disse que o sei ministério está trabalhando fortemente junto ao Ministério da Fazenda para permitir a negociação de todo endividamento em dólar.
Dados fornecidos pelo Banco Central indicam que o endividamento rural, decorrente dos financiamentos pela 63 Rural
atingem aproximadamente R$ 4 bilhões.Turra informou que pediu ao ministro da Fazenda a adoção de uma medida similar a que foi encontrada para os contratos de leasing para a renegociação das dívidas em dólar do setor agrícola. O ministro avaliou que o custo adicional da variação cambial comprometerá a renda do agricultor e os níveis de produtividade e produção da próxima safra.
Ao discursar na Bolsa de Mercadorias de Goiás, durante o lançamento dos contratos de opção de venda de algodão, arroz e milho da safra 98/99, o ministro Turra, disse que os produtores não podem mais continuar sonhando com um crédito rural abundante e juros baixos, mas sim com mecanismos de apoio ao crédito agrícola, por meio do mercado futuro. "O produtor precisa vender para plantar e não plantar para vender", afirmou.
Segundo ele, os leilões semanais para contratos de opção de 54 mil toneladas de milho e 25 mil toneladas de algodão vão garantir o fluxo de comercialização da safra, trazendo alívio, sustentação de preços e estímulo para o produtor. Ele defendeu a necessidade de parceria entre os governos estaduais, governo federal, e bolsas de mercadorias e definiu o evento de hoje de Goiás como um belo exemplo para o Brasil.

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