Governo quer intensificar fiscalização em fábricas de refrigerantes
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terça-feira, 22 de junho de 1999
Por Mariângela Herédia 
Brasília, 23 (AE) - O Ministério da Agricultura vai acionar as delegacias estaduais de agricultura para intensificar a fiscalização nas fábricas de refrigerantes com o objetivo de detectar algum risco no consumo de Coca-Cola por causa da contaminação ocorrida em países europeus, informou o ministro Francisco Turra. Ele ressaltou que a Coca-Cola já informou ao Ministério que a contaminação na Europa não estava no produto e sim nas embalagens, mas para "preservar a saúde do consumidor"
haverá um acompanhamento da produção no Brasil, para que, ao mínimo risco, as providências possam ser adotadas.
"Estamos mais tranquilos porque a fabricação das embalagens da Coca-Cola é nacional, mas recomendamos à Secretaria de Defesa Agropecuária do ministério um cuidado maior
assim como para os outros produtos que estão sendo proibidos na Europa", disse Turra. Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira, vários produtos importados da Bélgica e da Holanda, cuja entrada no País foi proibida por causa da contaminação por dioxina, estão "sequestrados" nos portos e aeroportos e passarão por exames rigorosos.
Ele informou que os Estados Unidos proibiram a importação de produtos de origem animal e derivados de todos os países europeus, mas disse que o Brasil vai aguardar informações técnicas da União Européia sobre a contaminação de alimentos para verificar a necessidade de adoção de novas medidas. No caso específico da Coca-Cola, o secretário disse que o problema ocorrido na Europa foi acidental e que "não há evidência de nada no Brasil".
Ao contrário do setor de produtos de origem animal, em que o Ministério tem um inspetor em cada frigorífico, no setor de bebidas não há um acompanhamento constante, mas um monitoramento nas fábricas feito de tempos em tempos. O secretário disse que determinou um novo monitoramento dos refrigerantes, mas não acredita em contaminação na Coca-Cola brasileira, já que no Brasil não utiliza as mesmas embalagens da Europa.


