Governo quer extradição ainda em 97
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sexta-feira, 07 de novembro de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
O ministro da Justiça, Íris Rezende, disse ontem que o governo espera para este ano a extradição da fraudadora do INSS Jorgina Maria de Freitas. Ele garantiu que a advogada terá no Brasil todo o aparato de segurança necessário para garantir sua vida. Rezende não vê fundamento para a advogada pedir à Organização dos Estados Americanos (OEA) a reabertura do processo que a condenou por fraudes de R$ 112 milhões contra o INSS. O processo que a condenou seguiu o seu trâmite normal e todos os acusados tiveram amplo direito de defesa, disse.
O desembargador Doreste Baptista, ex-presidente do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio, acredita no envolvimento de outras pessoas na máfia da Previdência que não chegaram a ser julgadas, como sustenta Jorgina. Estou convencido de que há outros envolvidos, que não apareceram no processo, afirmou Baptista.
A Previdência Social ainda não conseguiu receber o dinheiro que Jorgina tem depositado nos bancos americanos. De acordo com o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, José Cechim, o INSS pediu à Justiça americana a extensão da sentença de bloqueio das contas em nome de familiares e empresas abertas pela advogada na Flórida. O julgamento do pedido do governo brasileiro deve ocorrer até dezembro.
O dinheiro depositado no nome de Jorgina soma US$ 2,5 milhões, mas há indicações de mais US$ 20 milhões depositados em contas de empresas fantasmas e parentes. O INSS não está atrás apenas do dinheiro desviado por Jorgina. Cechim afirma que a Suíça atendeu cartas rogatórias do Brasil, para recuperar depósitos de US$ 3,9 milhões do ex-juiz Nestor José do Nascimento e mais US$ 13 milhões, depositados pelo advogado Ilson Escóssia da Veiga e sua mulher, Cláudia Caetano Bolças. Em outra ação, o INSS está tentando recuperar US$ 90 milhões, depositados no Merryl Linch Bank, em Miami, pelo advogado Ilson Escóssia.
O embaixador da Costa Rica no Brasil, Javier Sancho Bonilla, afirmou ontem em Belo Horizonte que, se depender da vontade do governo de seu país, Jorgina, presa em San José, será extraditada o mais rapidamente possível.


