São Paulo- No início de maio, o governo federal vai apresentar ao Congresso Nacional uma proposta de projeto de lei que define como obrigatório o fracionamento de remédios no Brasil, ou seja, a venda unitária de medicamentos. ‘‘A idéia é que os laboratórios só registrem os remédios na forma fracionada’’, explica Norberto Reck, coordenador do Grupo de Trabalho de Fracionados do Ministério da Saúde e diretor-adjunto da Agência Nacional de Saúde (Anvisa). Também no mesmo período, o governo promete outra novidade em favor do fracionamento - autorizar a venda em drogarias. Hoje, só as farmácias pode comercializar produtos por unidade. ‘‘É impossível quantificar a ampliação do acesso da população aos medicamentos, mas apostamos que ele será significativo com as novas medidas’’, diz Reck.
  O salto será alto. O País tem cerca de 60 mil estabelecimentos farmacêuticos. As farmácias - lugares capacitados para manipular remédios, além de vendê-los - são minoria (20%). As drogarias, que representam 80% do total, são estabelecimentos que só comercializam remédios. ‘‘A licença sanitária desses lugares é suficiente para determinar que o local não apresenta riscos’’, diz Reck. Um dos motivos principais das ações de incentivo é o fato de que desde a liberação do comércio, em maio do ano passado, o fracionamento não decolou.

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