Governo propõe gratificação para professor grevista
Governo propõe
gratificação para
professor grevista
Sônia Cristina Silva
Agência Estado
O governo vai enviar na próxima semana ao Congresso um projeto de lei prevendo gratificação diferenciada para cerca de 42 mil professores em atividade e inativos com mestrado e doutorado das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes). Os inativos terão gratificação menor. O aumento poderá variar de 21,16% a 56,63% para os mestres e de 22,15% a 55,89% para os doutores. A proposta privilegia os docentes em atividade, com maior dedicação ao ensino, mas só obterá o valor máximo da gratificação o professor com bom resultado em uma avaliação de desempenho feita na universidade.
Decidido até o começo da semana a só negociar com o fim da greve dos professores, que completa hoje 60 dias, o ministro da Educação Paulo Renato Souza entregou ontem aos reitores e ao comando do movimento a proposta de gratificação. Se a proposta não for aceita pelos grevistas, mesmo assim vou enviá-la ao Congresso, para que a discussão passe a ser feita lá, adiantou o ministro, que se reuniu com líderes e deputados da base do governo. Espero que haja bom senso para negociarmos o texto, porque o prazo é curto.
O projeto de lei deve ser aprovado até 30 de junho, por força da lei eleitoral. O ministro aceitou discutir e aperfeiçoar a proposta. O presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Ifes, José Ivonildo do Rego, já adiantou que pedirá para estender a gratificação aos professores e inativos sem titulo de mestre ou doutor. O comando de greve ficou de analisar a proposta do MEC. O ministro recuou e houve uma vitória do movimento com a abertura da proposta, afirmou a presidente da Associação Nacional dos Docentes (Andes), Maria Cristina de Morais.





