Governo propõe abono pela suspensão da greve
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terça-feira, 01 de abril de 2008
Gerusa Marques<br>Agência Estado 
Brasília - Numa reunião que durou mais de duas horas, o governo ofereceu ao comando de greve dos funcionários dos Correios a prorrogação, por 90 dias, do pagamento de um abono emergencial de 30% sobre o salário, em troca da suspensão da greve iniciada ontem. Nesse período de 90 dias, governo e funcionários negociariam uma proposta mais ampla em torno das reivindicações dos grevistas. ''É uma proposta que tem condições de a categoria aceitar'', afirmou o senador Paulo Paim (PT-RS), ao deixar a reunião.
Segundo Paim, que deu os detalhes da proposta do governo, o comando de greve, que conversa com o ministro das comunicações, Hélio Costa, e com o presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, submeterá a proposta à categoria.
O abono de 30% vem sendo pago desde dezembro passado em substituição ao adicional de periculosidade, criado por projeto de lei, mas vetado pelo presidente Lula. A greve foi deflagrada porque o pagamento do abono foi suspendo no mês de março. A proposta do governo é que o abono de março seja pago até sexta-feira (4).
Os trabalhadores dos Correios de Curitiba e região metropolitana, Cascavel, Foz do Iguaçu, Maringá e da região de Ponta Grossa aderira à greve. Londrina não aderiu à paralisação. Em todo o País, 25 estados haviam aprovado o movimento.
Segundo a assessoria de imprensa dos Correios do Paraná, a adesão no Estado foi de 60% do efetivo de distribuição (carteiros e motoristas). As agências e o setor de tratamento (triagem) funcionaram, mas com restrições nos serviços especiais, como Sedex 10, Sedex Hoje e Disque Coleta, que foram suspensos por causa da paralisação. (Colaborou Andrea Lombardo)


