Curitiba - Os professores e funcionários da rede pública estadual de ensino terão que aguardar por uma proposta do governo às reivindicações da categoria. Após reunião realizada ontem, em Curitiba, entre representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato) e do governo, ficou acordado que uma resposta oficial será dada até o dia 27 deste mês.
Parte dos cerca de 90 mil professores e funcionários da rede estadual se mobilizaram em todo Estado, afetando as aulas de 1,3 milhão de estudantes. Em algumas cidades foram realizadas manifestações. Na Capital, aproximadamente 6 mil docentes percorreram as ruas centrais com destino ao Palácio Iguaçu.
''Tivemos um debate acalorado com os representantes do governo, e ficou fechado que vamos aguardar uma proposta. Ontem não nos foi apresentado nada. Temos que esperar qual será a posição para no próximo dia 31 possamos analisar o que for divulgado'', disse a presidente da APP-Sindicato, Marlei Fernandes de Carvalho.
Em Londrina, representantes de escolas estaduais de 20 municípios da região se reuniram no Calçadão.
Os manifestantes pedem a correção do salário com base no piso nacional, implantação de 33% da carga hora-atividade, melhorias no sistema de saúde da categoria e na carreira do servidor e reajuste de 14% para os funcionários das escolas. Hoje haverá aula normal.
O secretário de Educação e vice-governador, Flávio Arns, disse que as negociações continuam. ''O diálogo será pautado principalmente na valorização do profissional da educação'', disse.
O governo anunciou ontem a nomeação de 2.047 professores aprovados no concurso público realizado em 2007. Eles tomam posse a partir da próxima semana. O salário inicial é de R$ 1.748, mais R$ 509 de vale-transporte.

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