Governo promete estímulo ao consumo de carne suína
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terça-feira, 06 de junho de 2006
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Os suinocultores tiveram uma reunião ontem na Secretaria Estadual de Agricultura com o vice-governador Orlando Pessuti para encontrar formas de resolver o excesso de oferta da carne suína no mercado e as perdas que já atingem a cifra de R$ 1 bilhão. Devem ser marcadas reuniões com as indústrias, os supermercados, com representantes do setor de vigilância fiscal e sanitária das fronteiras e com secretarias de governo que podem auxiliar no aumento do consumo da carne suína.
Na área de supermercados, a idéia é fazer promoções para incentivar o consumo. Os produtores querem o incentivo do Governo do Estado para aumentar o volume do produto na merenda escolar, na alimentação dos detentos dos presídios e em programas sociais. Eles querem o aumento da fiscalização fiscal e sanitária nas fronteiras do Paraná com Santa Catarina e a retirada dos impostos da carne suína industrializada no Estado.
O secretário de Agricultura, Newton Ribas, disse que a secretaria vai encaminhar ao Banco do Brasil a reivindicação dos suinocultores quanto à abertura de um crédito emergencial para custeio. Os produtores defendem o valor de R$ 500 por matriz com seis de carência e 12 meses de financiamento.
Segundo dados da Suinosul, em maio, havia 62 mil toneladas de carne suína industrializada para exportação que acabou ficando no Brasil. Ainda de acordo com a entidade, grande parte da carne que vem de Santa Catarina para o Paraná é contrabandeada e não paga impostos. Hoje, a carga tributária sobre os suínos varia de 12% a 19%. Hoje, os produtores voltam à Secretaria de Agricultura para marcar a data das reuniões.
Os suinocultores fizeram manifestações na última segunda-feira em Curitiba, União da Vitória e Castro contra os prejuízos provocados ao setor em função da febre aftosa.
Desde outubro de 2005 vários países deixaram de importar carne do Brasil por causa da febre aftosa. Entre os cerca de 1,3 mil suinocultores do Centro-Sul, os prejuízos chegam a R$ 1 bilhão. Em maio, a exportação do setor caiu 44% em relação ao mês anterior. Em outubro de 2005, o quilo do suíno vivo em pé era vendido por R$ 2,34. Hoje o valor despencou para R$ 1,00, abaixo do custo de produção que é de R$ 1,50. Com isso, o produtor perde hoje R$ 44 por suíno produzido.


