Brasília - O presidente em exercício, Michel Temer, divulgou nota ontem em que repudia "com a mais absoluta veemência o estupro da adolescente no Rio de Janeiro". Temer prometeu ainda criar um departamento na Polícia Federal para combater a violência contra a mulher. "Vamos criar um departamento na Polícia Federal tal como fiz com a delegacia da mulher na Secretaria de Segurança Pública do governo Montoro, em São Paulo. Ela vai agrupar informações estaduais e coordenar ações em todo o País", disse Temer. Na reforma ministerial, o presidente em exercício extinguiu o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.
Temer confirmou que o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já convocou reunião com os secretários de segurança pública de todo o País para a próxima terça-feira.
O caso do estupro coletivo da jovem de 16 anos gerou revolta nas redes sociais depois que um dos agressores divulgou um vídeo com imagens da menina. O presidente em exercício disse ainda que o governo está mobilizado, juntamente com a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, "para apurar as responsabilidades e punir com rigor os autores do estupro e da divulgação do ato criminoso nas redes sociais".
Depois de um dia de silêncio, o primeiro a se manifestar sobre o caso no governo foi o ministro da Justiça, que mais cedo divulgou nota informando sobre a reunião e repudiando o ato criminosos. "O estupro representa a maior violência à dignidade da mulher e deve ser duramente reprimido", afirmou Moraes.

PRESIDENTE AFASTADA
Na quinta-feira, a presidente afastada, Dilma Rousseff, já havia manifestado solidariedade à jovem de 16 anos estuprada por vários homens no Rio de Janeiro. Em sua página no Facebook, Dilma classificou o ato dos 33 agressores como "barbárie".

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