Governo promete assentar 25 mil famílias até julho
Agência Estado
O ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, prometeu ontem assentar 25 mil famílias até a primeira quinzena de julho. Neste ano, o programa de reforma agrária distribuiu terra para pouco mais de mil famílias. Até o fim do mês, segundo o ministro, serão liberados R$ 70 milhões para assentar as 25 mil famílias. A ordem é não ficar com nenhum centavo em caixa, disse.
Como o governo não vinha liberando recursos, a reforma agrária estava paralisada - nos primeiros cinco meses do ano o número de assentamentos caiu 86% em relação ao mesmo período de 98. O que aconteceu este ano foi a contingência do ajuste fiscal; a ordem é a reforma agrária a todo o vapor, disse Jungmann.
O ministro anunciou que no dia 28 começa a entregar títulos de terra para cerca de 50 mil famílias assentadas pela reforma agrária e pelo sistema de colonização. Devem ser atendidas 40 mil famílias em 99. O documento vai facilitar a concessão de crédito bancário. Vamos titular US$ 10 bilhões em terras, disse .
No final de julho, Jungmann pretende assinar com o Banco Mundial o convênio do Banco da Terra, que prevê investimentos de US$ 1 bilhão na compra de terras, com contrapartida de mais US$ 1 bilhão do governo brasileiro. Jungmann disse que os recursos são suficientes para assentar 250 mil famílias nos próximos 5 anos, a partir da compra de terras produtivas.
O ministro garantiu que o governo federal não vai abrir mão do sistema de desapropriação de terras improdutivas, uma preocupação dos movimentos sociais. Um sistema não vai canibalizar o outro.
Ontem, o diretor-executivo do Banco Mundial, o brasileiro Murilo Portugal, afirmou que o projeto Cédula da Terra, uma experiência que precedeu o Banco da Terra, foi considerado bom. Segundo ele, a experiência vai ser incorporada pelos governos do Zimbábue e da Guatemala. O Banco Mundial negou investigação solicitada pelos movimentos sociais sobre o Cédula da Terra, por entender que o programa não apresentou falhas.





