Governo prevê folga para cumprimento de meta de inflação16/Mar, 18:12 Por Adriana Fernandes Brasília, 16 (AE) - O governo está confiante de que não terá dificuldades para cumprir a meta trimestral de inflação, de 7,5% acumulados na série de doze meses terminada em março de 2000. A meta faz parte do acordo assinado com o Fundo Monetário Internacional (FMI), e refere-se à inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo avaliação dos técnicos da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, que fazem o monitoramento dos indicadores de inflação, precisaria acontecer uma "catástrofe" em março para a meta não ser cumprida. Com o resultado acumulado de 7,86% do IPCA em 12 meses concluídos em fevereiro passado, a meta de 7,5% nos doze meses terminados em março seria atingida mesmo se a inflação medida no mês de março fosse 0,76%. Para a meta não ser alcançada, portanto, o resultado de março teria que ser pior do que o registrado em janeiro deste ano, quando o IPCA teve alta de 0,62%. Naquele mês, o índice estava ainda pressionado pelos aumentos de preços de alguns produtos e serviços, como educação, alimentos in natura e saúde. Para os técnicos do Ministério da Fazenda, o resultado de fevereiro confirma a tendência de desaceleração dos preços. A expectativa é de que em março os preços continuarão recuando, principalmente impulsionados pela entrada da safra, as liquidações de vestuário e pelo fato de que o impacto do aumento do combustível nas refinarias deverá ser menor do que os 5% estimados pelo governo. A avaliação é que os temores de aumentos de preços surgidos no início deste ano não se confirmaram, de modo que atualmente o cenário de inflação é muito mais tranquilo e favorável. Não se espera também impacto nos índices em decorrência da liberação na economia de R$ 3 bilhões que estavam retidos em depósitos compulsórios no Banco Central. Os itens que estão mais relacionados ao crédito, como automóveis e eletroeletrônicos, têm peso relativamente pequeno nos índices.

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