Governo prevê ensino integral em 50% das escolas públicas até 2020
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Maigue Gueths <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - Aumentar o tempo de permanência das crianças e jovens nas escolas é uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Congresso Nacional. A meta é que até 2020 metade das escolas públicas de Educação Básica do País desenvolvam suas atividades em jornada ampliada.
Para chegar lá, o Brasil tem muito que correr. Em 2010, o Censo Escolar da Educação Básica revelou que o País tinha 42 milhões de estudantes matriculados na rede pública, o que significa dizer que pelo menos 21 milhões deverão estar contemplados pelo ensino integral. Trata-se de uma meta sete vezes superior ao alcance atual do Programa Mais Educação, criado pelo Ministério da Educação (MEC) em 2007 com objetivo de implantar o ensino integral no País.
O Mais Educação conta, atualmente, com a adesão de 15.018 escolas públicas espalhadas por todo o território nacional, levando ensino integral a 3 milhões de estudantes. Em relação a 2010, houve um crescimento de cerca de 30%, com o ingresso de 5.256 escolas, todas do ensino fundamental, no programa. Segundo o MEC, desde a criação do Mais Educação, o número de alunos atendidos em tempo integral em escolas públicas é crescente. Passou de 386 mil, em 2008, para 2,2 milhões, em 2010 e, agora, para 3 milhões, o que significa um crescimento de quase 800% em três anos.
No Paraná, 498 escolas participam do Mais Educação, segundo dados divulgados neste mês pelo MEC. São 327 da rede estadual e 171 escolas municipais de 47 cidades. Os municípios que têm maior número de escolas no Mais Educação são Gurapuava (24), Londrina (16), Paranaguá (14), Piraquara e Almirante Tamandaré, com 11 cada uma.
Dos 399 municípios do Estado, 352 não inscreveram suas escolas municipais no programa. Isso não significa necessariamente que não tenham nenhuma iniciativa de educação integral. Segundo a superintendente da Secretaria de Estado da Educação, Meroujy Cavei, além das escolas participantes do Mais Educação, cerca de 1,8 mil escolas estaduais contam com salas de apoio, que disponibilizam atividades em contraturno voltadas para reforço escolar.
''Até o fim de julho todas as escolas estaduais terão pelo menos uma atividade complementar em contraturno'', adianta Maroujy. Essas atividades complementares, segundo ela, devem ser definidas junto com a comunidade, e podem ser aplicadas tanto com recursos próprios da escola como por meio de parcerias.


