Governo pretende criar o 'Disque-Paz no Campo'
Agência Estado
De Brasília
O governo vai criar nos próximos dias o Disque-Paz no Campo, um serviço telefônico para receber denúncias de riscos de conflitos entre sem-terra, produtores rurais e polícias. O ministro de Política Fundiária, Raul Jungmann, que anunciou o novo serviço ontem, durante teleconferência com prefeitos, afirmou que a intenção do governo é reduzir os conflitos no País.
O objetivo é fazer um trabalho preventivo. Assim que receber a informação sobre a possibilidade de conflito o governo acionará um esquema que envolve Ministério Público, o ouvidor agrário nacional, Gersino da Silva, e outros órgãos de segurança para solucionar o problema.
O governo já vinha enviando equipes para acompanhar casos mas, na maioria das vezes, somente depois de conflitos. O objetivo é que as autoridades cheguem antes do confronto. Exemplo de acompanhamento foi o massacre de Eldorado do Carajás, no Pará, quando 19 pessoas morreram. Várias autoridades do governo foram de avião até o local para acompanhar as investigações. A expectativa no governo é de que não haverá muitos gastos extras com esse tipo de serviço.
Alfabetização Dois mil jovens e adultos ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra estão sendo alfabetizados pela Secretaria Estadual de Educação do Rio Grande do Norte. A maioria tem de 15 a 49 anos. O trabalho, chamado de Projeto Esperança, é feito em assentamentos de 12 municípios e deve durar cinco meses.
A coordenação estadual do MST tentou fazer com que a alfabetização coubesse a professores indicados pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Luiz Eduardo Carneiro Costa, secretário de Educação, não aceitou a proposta.
As aulas são em barracões, dentro dos assentamentos, de segunda a sexta-feira, das 19 às 21 horas. As prefeituras dos municípios atendidos assinaram convênio com o Estado se comprometendo a garantir a continuidade dos estudos dos sem-terra no programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o antigo supletivo.





