A secretária da Segurança Pública da Bahia, Kátia Alves, disse ontem que as cenas e as consequências da greve de 13 dias que os policiais civis e militares realizaram no ano passado - arrastões, saques, violência e intervenção do Exército - não serão mais toleradas pelo governo. ‘‘Não vamos permitir que a população baiana e os turistas passem pelos tristes momentos acontecidos em julho do ano passado. Seremos rigorosos com os infratores e os desordeiros’’, garantiu.
Kátia Alves acrescentou que o governo cumpriu todos os itens que foram acordados durante as negociações. ‘‘Não há mais o que discutir. Não podemos mais ficar reféns de um pequeno grupo que apenas quer promover a baderna.’’ Segundo o governo baiano, dos 27 itens solicitados pelas duas categorias, apenas o piso unificado de R$ 1.200,00 não foi atendido.
Para o governador César Borges, o aquartelamento de alguns militares ontem foi ‘‘um ato de loucura daqueles que não têm compromissos com a população’’. ‘‘O governo agiu rápido para acabar com o motim. Vamos continuar mantendo a tranquilidade e a paz na Bahia, garantindo segurança à população’’, disse Borges.

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