O governo começou a fazer um plano de ação emergencial para ajudar as vítimas da seca no Nordeste. A Secretaria de Políticas Regionais, Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Programa da Comunidade Solidária discutem como enviar cestas básicas para as regiões mais atingidas pela estiagem, principalmente nos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Ceará. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a seca, em 1998, na região, poderá ser a maior dos últimos cinco anos.
O esquema especial de atendimento aos municípios prevê o acompanhamento dos efeitos da estiagem por técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), de uma sala na Secretaria de Políticas Regionais. Fernando Catão, secretário de Políticas Regionais, se instalará na sede da Sudene, no Recife, para comandar as ações do governo.
‘‘Esta medida emergencial é para o atendimento imediato à população, mas nos próximos dias estaremos tomando outras medidas para ajudar o Nordeste’’, afirma Catão. A próxima fase, segundo ele, será a liberação das verbas destinadas à região, já no Orçamento Geral da União. Vários municípios decretaram estado de calamidade pública, mas o governo pretende confirmar, por imagens de satélites, se a situação da estiagem é realmente grave.
Em alguns municípios já não há alimentos. Em Pernambuco, os moradores de pequenas cidades estão dividindo a palma - uma planta resistente à seca - com o gado por falta de comida. Açudes da Paraíba, Alagoas e Pernambuco secaram completamente. ‘‘Infelizmente, no Nordeste, não há solução para esta seca intensa e teremos que conviver com ela’’, diz Catão.

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