Rio - O governo do Rio resolveu jogar duro para tentar sufocar a greve dos policiais militares, civis e bombeiros iniciada na noite de anteontem.
Dezesseis PMs foram presos ontem. Outros 129 foram indiciados sob suspeita de se recusarem a cumprir as funções, crime previsto no Código Militar. Mais 123 bombeiros foram indiciados e devem ser presos, diz o comando.
Oito PMs líderes do movimento, e um cabo bombeiro, estão detidos no presídio de segurança máxima Bangu 1.
Uma ala foi separada para receber os PMs que ficarão isolados. Um dos principais líderes do movimento, o cabo bombeiro Benevenuto Daciolo está preso lá desde quarta-feira.
Ao contrário dos colegas da Bahia, que decidiram manter a greve em andamento, os policiais e bombeiros do Rio não fazem ameaças quanto à realização do Carnaval.
A ação do governo esfriou o movimento. Durante o dia era possível ver carros da PM circulando pelas ruas. Nos postos de salva-vidas na orla, oficiais bombeiros ocupavam o lugar de grevistas.
A adesão foi mais forte no Interior. Em Volta Redonda, 129 PMs responderão pelo crime militar. O Batalhão de Choque foi enviado à cidade. Em Campos, PMs fizeram manifestação em frente ao quartel. O Bope viajou à cidade substituir os grevistas.

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