Brasília, 23 (AE) - O governo está estudando a possibilidade de prorrogar o acordo emergencial feito com o setor automotivo. O atual acordo, que permite a redução de 10% para 7% do IPI incidente na venda de carros populares e de 25% para 20% para carros médios, vigora somente até a próxima quarta-feira. A decisão do governo em reavaliar a prorrogação do acordo - firmado pela primeira vez em março deste ano e já renovado uma vez em maio passado - será anunciada nos próximos dias. Está pesando na decisão do governo o atual quadro de desemprego no País. Na avaliação do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, a não renovação do acordo poderia agravar o quadro de desemprego no País.
O acordo emergencial feito com as montadoras foi fechado em março deste ano. Naquela época, o IPI foi reduzido de 10% para 5% na venda de carros populares e de 25% para 17% para os carros de porte médio. A redução do IPI foi negociada com as montadoras, que, por sua vez, garantiram a estabilidade no emprego no setor automobilístico e dos preços. Nesta negociação, as empresas garantiram o emprego pelo prazo de 90 dias e a manutenção dos preços por 75 dias. Na primeira prorrogação, acertada entre governo e montadoras no final de maio e que vence na quarta-feira, os preços se mantiveram inalterados por 90 dias e a garantia do emprego por 120 dias.

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