O governador Jaime Lerner (PFL) disse ontem, em Campo Mourão, que o governo não tem um prazo definido para autorizar o reajuste nas tarifas de pedágio. ‘‘Vamos verificar o que as concessionárias fizeram, se estão honrando com seus compromissos, antes de tomarmos qualquer decisão’’, disse o governador durante a solenidade de inauguração de uma fábrica de margarina em Campo Mourão. O aumento da tarifa, conforme prevê o contrato firmado com as concessionárias, deve entrar em vigor no dia 1º de dezembro.
Lerner disse que será ouvida uma comissão de avaliação e que a decisão do valor do reajuste terá uma ‘‘análise técnica’’. Ele frisou: ‘‘Temos que ver primeiro o que cada concessionária fez e o que está fazendo.’’ Perguntado pela Folha se o resultado dessa análise pode autorizar o reajuste para uma concessionária e não autorizá-lo para outras, o governador afirmou que isso ‘‘está sendo verificado agora’’.
Lerner disse também que não teme uma repercussão negativa com o reajuste das tarifas do pedágio. Para isso, ele acredita na eficiência do vale-pedágio, lançado na semana passada no Estado e que será fiscalizado a partir de hoje. ‘‘Se as ações forem bem cumpridas, nenhum caminhoneiro será onerado’’, ressaltou. O governador afirmou ainda que o governo começa agora a ‘‘pensar num novo estágio’’ para a conservação das estradas que estão fora do Anel de Integração.
O prefeito de Campo Mourão, Tauillo Tezelli (PPS), que também participou da solenidade de inauguração da fábrica de margarina, disse em discurso que acredita que o governo do Estado vai cumprir os compromisso que tem com a cidade que ainda não foram cumpridos. ‘‘Sempre tivemos a paciência de esperar o governo atender nossos pedidos’’, cutucou Tezelli. Lerner respondeu também em discurso. ‘‘Não faltou apoio a Campo Mourão e não vai faltar’’, disse.

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