Brasília, 17 (AE) - O governo federal poderá abrir duas novas exceções no projeto que proíbe a venda de armas no País. Além dos clubes de tiro, dos moradores de áreas rurais, empresas de vigilância, corpo policial e das Forças Armadas, as guardas municipais e os agentes de trânsito também poderão manter o direito de adquirir armas, desde que o Congresso aprove regulamentações específicas para as duas categorias.
As alterações na proposta estão sendo examinadas pelo relator da matéria na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Por ter sido o autor da idéia de proibir armas, quando era o ministro da Justiça, Calheiros está defendendo o ponto de vista do governo no Senado. Amanhã, ele deve apresentar o seu parecer ao senador Pedro Piva (PSDB-SP), relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores do Senado, que é contra a proibição da venda de armas. Caso os dois cheguem a uma fórmula consensual, o projeto será votado pelos senadores ainda esta semana.
Piva quer que a lei mantenha o direito de posse de arma para as pessoas que já possuem a licença. No projeto original, estas pessoas estão obrigadas a entregar o armamento para o governo, recebendo em troca uma indenização. O senador paulista pretende ainda que armas de cano longo, como espingardas e carabinas, sejam vendidas livremente. Cauteloso, Calheiros evita qualquer comentário sobre as duas propostas de Piva. "Não seria elegante começar uma negociação externando a minha opinião sobre estes dois tópicos, antes de conversar com Piva".
Projetos que proíbem a venda de armas tramitam simultaneamente na Câmara e no Senado, mas a análise da matéria está atrasada entre os deputados.

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