Governo pede extradição de fraudadora do INSS
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sexta-feira, 31 de janeiro de 1997
Agência Estado 
MIAMI, EUA - O chefe da Procuradoria do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Rio, Zander Martins de Azevedo, afirmou ontem, em Miami, que o governo brasileiro pediu a extradição da advogada Jorgina Maria de Freitas Fernandes, condenada a devolver aos cofres públicos o valor total obtido com operações fraudulentas contra o órgão. A extradição foi pedida ao governo da Costa Rica, onde se acredita que ela estaria foragida, e da Nicarágua.
Soubemos que ela tem um iate e fica mudando da Costa Rica para a Nicarágua, daí para o Panamá para evitar ser pega, disse. Jorgina foi condenada no Brasil duas vezes, além de ter perdido três ações penais. Se for extraditada, terá de cumprir 25 anos de cadeia. Para evitar a pena, ela casou-se com um cidadão costa-riquenho, operação que lhe custou US$ 250 mil. Não adiantou porque ela já havia sido condenada no Brasil.
O julgamento da ação movida pelo governo brasileiro nos Estados Unidos para recuperar parte do dinheiro obtido pela quadrilha da advogada (US$ 100 milhões) não contou com a sua presença. Nem mesmo os honorários de seu advogado, Jay Solowsky, foram pagos.
Na tentativa de receber os US$ 247 mil que Jorgina lhe deve, Solowsky tentou argumentar com o juiz Philip Bloom para que seus honorários fossem pagos com o dinheiro da ação ganha na Corte de Miami. O juiz negou o pedido dizendo que esse dinheiro pertence ao governo brasileiro. O advogado brasileiro dela, Felipe Amoedo, também saiu do caso. Os representantes do Ministério da Previdência Social acreditam que ela não pagou seus honorários.
Jorgina é hoje a fugitiva brasileira mais procurada no mundo, comentou Azevedo. Mas temos certeza de que, impedindo que ela pegue o dinheiro, seu poder vai diminuindo e não deve demorar muito para capturá-la. A Interpol também está à caça da brasileira que roubou US$ 112 milhões com seus golpes.


