Rio - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, apresentou ontem, em nome do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desculpas formais pela morte de três rapazes do morro da Providência (centro do Rio), que, segundo um grupo de militares do Exército, foram entregues a traficantes como punição por os terem desacatado. O pedido de desculpas foi feito durante reunião com moradores.
Jobim criticou publicamente a violência dos militares, alertou a tropa para que não responda a eventuais provocações e anunciou que a força permanecerá no morro, apesar das críticas e do pedido de moradores para que deixassem o local.
Acompanhado do comandante do Exército, general Enzo Peri, o ministro definiu a atuação dos 11 militares -um tenente, três sargentos e sete soldados, todos presos- como ''indesculpável'', ''abominável'' e ''desprezível''. Jobim disse que o governo não tem dúvidas de que os acusados levaram os três jovens até os traficantes, que os torturaram e mataram.
Jobim foi ao Rio após encontro com o presidente Lula, que determinou a manutenção dos militares no local. Lula ordenou ainda que o caso seja tratado como um fato isolado.

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