Londrina - A Empresa Paranaense de Classificação de Produtos (Claspar) requisitou a devolução do prédio onde funciona a Guarda Municipal de Londrina, no Jardim Califórnia (Zona Leste). O contrato de dois anos de cessão do imóvel vence amanhã e não será renovado.
Segundo o documento, o município tem 90 dias para retirar seus pertences do prédio. ''O Município não se manifestou em nenhum momento sobre a renovação (do contrato), nem verbalmente'', afirmou o diretor da Claspar Jairo da Silva Rocha.
A Guarda Municipal usa o imóvel como base operacional. Os setores administrativo e financeiro funcionam no antigo posto do Corpo de Bombeiros, no Jardim Igapó (Zona Oeste). A reportagem tentou contato com o secretário de Defesa Social, Jefferson Dias Chaves, mas o celular dele estava desligado.
O Núcleo de Comunicação a Prefeitura de Londrina informou que o município busca outros imóveis para abrigar a base operacional da Guarda Municipal.
Enquanto isso, a administração municipal negocia a cessão do prédio no Jardim Califórnia para abrigar o Samu 192. ''De qualquer forma temos que pedir a posse do imóvel e repassar a documentação ao governo, para que depois haja essa negociação'', explicou Jairo Rocha.
Porém, o acordo não parece assim tão simples. A Claspar foi incorporada em janeiro, conforme decreto de lei, pela Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná (Codapar). E a ideia é que a sede do órgão funcione no atual prédio da Guarda Municipal. ''Estamos situados em prédios modestos e seria necessária realocação dessas nossas unidades. Por isso, a reincorporação dos nossos imóveis'', ressaltou o coordenador da Região Metropolitana de Londrina, Victor Hugo Boselli Dantas.
A Procuradoria Geral do Estado (PGE) também teria solicitado outros imóveis cedidos pelo governo a diferentes órgãos em Londrina. No entanto, a assessoria de imprensa da PGE não forneceu a relação e o número de prédio.

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