São Paulo, 22 (AE) - O governo paulista deve retomar o processo de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) logo após derrubar a última liminar (de um total de seis) contra a divisão da empresa em três, que está no Tribunal de Justiça do Paraná. A Procuradoria-Geral do Estado vem estudando medidas judiciais para cassar a liminar nos próximos dias e, se for bem-sucedida, acredita-se que a primeira das empresas a ir a leilão, a Companhia de Geração de Energia Elétrica Paranapanema, deve ser vendida ainda no fim de julho.
Na prática, falta apenas esse obstáculo para dar andamento ao processo de privatização da energética paulista, já que pontos importantes do edital de venda estão prontos e o aumento da tarifa de energia elétrica - de 15% para a Cesp - não ficou distante do que foi pedido pelo governo paulista.
Com isso, as estimativas de preço da empresa devem se confirmar entre cerca de R$ 1,6 bilhão e R$ 1,7 bilhão, sem contar a dívida, de R$ 743,6 milhões que vai ser assumida pelo novo controlador.
Também já se sabe que as ações da companhia pertencentes ao Banespa não vão integrar o lote de controle posto à venda no leilão de privatização. O banco paulista detém 12,61% das ordinárias (com direito a voto), representando 19,5% do capital social da Cesp, e o destino das ações vai ser definido mais para frente, quando a União, controladora do Banespa, e o governo paulista acertarem as regras do edital de venda.
Nos próximos dias deve ficar pronto o edital para pré-qualificação dos interessados em participar da privatização.

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