Governo paulista recusa sugestões para privatização da Cesp
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terça-feira, 29 de junho de 1999
Por Jô Pasquatto 
São Paulo, 30 (AE) - O governo paulista discorda da proposta de especialistas do setor de energia sobre a privatização da Cesp mas permanece disposto a esclarecer dúvidas sobre a questão. Na última sexta-feira (25), parlamentares paulistas acompanhados de dois professores da USP, entre eles Ildo Luís Sauer, do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE), estiveram reunidos com o vice-governador Geraldo Alckmin, que também preside o Programa Estadual de Desestatização (PED), para debater o assunto.
"Eles estão interessados, pediram uma nova audiência e nós estamos à disposição para dar os esclarecimentos, mas a alternativa apresentada é inexequível", disse Alckmin. O projeto apresentado pelo professor Sauer prevê a venda antecipada de 6% de energia gerada pela Cesp pelo prazo de 30 anos, venda em bolsa das ações excedentes ao controle do governo
com a criação de parcerias qualificadas para a negociação em bloco dessas ações.
"É difícil colocar no mercado, para a venda antecipada, Certificados a Termo de Energia (CTEs)", disse Alckmin. "Além disso, tirando o bloco de ações ordinárias que é ofertado aos funcionários, de 5%, sobraria ao governo cerca de 50,3% das ON, ou seja, não haveria excendente no bloco sob controle do governo paulista", completou. Outro ponto contestado se refere à provável queda nos investimentos que ocorreria com a privatização das geradoras da Cesp.
Alckmin lembra que o edital de privatização da Cesp Paranapanema estabelece que o novo controlador deve garantir o aumento de investimentos em geração em 15% num prazo de oito anos. Exigência que será mantida nos editais das outras duas geradoras, Paraná e Tietê. Essa expansão da geração de energia pode ocorrer com hidroelétricas, termoelétricas ou na co-geração. A Cesp Paranapanema será a primeira geradora a ser privatizada, com data prevista para 27 de julho próximo.


