Governo negocia troca de metas no acordo com FMI
Brasília, 1 (AE) - O ministro interino da Fazenda, Amaury Bier, informou hoje à AGÊNCIA ESTADO que o governo brasileiro está negociando com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a substituição do crédito doméstico líquido pelas metas de inflação a partir de setembro deste ano. Ao finalizar a quarta revisão do acordo brasileiro com o FMI, a equipe econômica brasileira conseguiu uma forma intermediária entre o crédito doméstico líquido e as metas de inflação.
Bier informou ainda, que após a reunião do board do FMI, marcada para o dia 29 de novembro, o governo brasileiro avaliará se vai sacar juntas a terceira e a quarta parcelas do empréstimo de emergência negociado no fim de 98. As duas parcelas juntas somam 3,8 bilhões de Direitos Especiais de Saque (US$ 2,7 bilhões).
Os principais números da quarta revisão do acordo, concluída na semana passada, são os seguintes: METAS DO ACORDO COM O FMI PARA 2000 1 - Resultado primário do setor público consolidado (receitas menos despesas, exceto gastos com juros, dos governos federal, estaduais, municipais e empresas estatais) - Janeiro a março: superávit de R$ 7,240 bilhões (critério de desempenho) - Janeiro a junho: superávit de R$ 16,175 bilhões (critério de desempenho) - Janeiro a setembro: superávit de R$ 29 bilhões (meta indicativa) - Janeiro a dezembro: superávit de R$ 36,770 bilhões (meta indicativa) 2 - Inflação (medida pelo IPCA, calculado pelo IBGE. Índice acumulado na série de 12 meses concluída no mês indicado) - Dezembro de 99: 8% - Março de 2000: 7,5% - Junho de 2000: 7% - Setembro de 2000: 6,5% - Dezembro de 2000: 6% 3 - Juro real (deflacionado pelo IPCA) - 1999: 16,2% - 2000: 9% 4 - Produto Interno Bruto (PIB) (variação) - 1999: crescimento de 0,2% a 0,5% - 2000: crescimento de 4% 5 - Receitas com privatização - 1999: R$ 11 bilhões - 2000: R$ 11 bilhões 6 - Balança comercial - 1999: déficit de US$ 1 bilhão - 2000: superávit de US$ 5 bilhões 7 - Dólar - Cotação de R$ 1,98 - apenas para efeito contábil no momento em que se montavam as estimativas; o governo espera queda.





