Governo nega verba para consertar estragos
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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Secretaria Nacional de Defesa Civil, ligada ao Ministério da Integração Nacional, informou por meio de nota oficial que o repasse de verbas para reparos dos estragos provocados pelo forte temporal que atingiu Londrina em outubro foi negado. O município fez o pedido de R$ 21,4 milhões à União.
Levantamento do Simepar mostrou que em apenas quatro dias choveu 165 milímetros na cidade, mais que a média histórica para o mês de outubro. A enchente provocou uma morte, deixou mais de 60 desabrigados e afetou cerca de 100 mil habitantes.
O temporal causou diversos problemas estruturais: afetou 18 pontes, cinco viadutos, acentuou os estragos na malha viária do município e provocou o transbordamento do Lago Igapó.
O município cumpriu as formalidades, com apresentação de relatório demonstrando o plano de trabalho das obras para a Secretaria Nacional de Defesa Civil. Porém, 65 dias após o temporal, veio a negativa. A verba só deve ser liberada com a publicação de uma medida provisória (MP).
''O Ministério da Integração Nacional não dispõe de recursos para atendimento e espera a edição de uma nova Medida Provisória para análise conclusiva do Plano de Trabalho e, se aprovado, poderá liberar os recursos'', informa a nota.
A MP só deve ser editada ano que vem. Mesmo com a medida, uma perícia ainda precisaria ser feita na cidade para a liberação do dinheiro. ''Isso quebra o nosso cronograma'', lamentou o chefe da Defesa Civil de Londrina, Joaquim Antonio de Melo.
Ele está preocupado porque o verão é a estação mais chuvosa do ano e o risco de temporais aumenta. ''A gente fica de mãos atadas e perdendo tempo. Com as chuvas, o que está precário pode ficar muito mais'', afirmou.
Melo defende que o trabalho da Defesa Civil foi feito e agora a negociação tem que ser feita no campo político. ''O prefeito está gestionando e vai continuar insistindo na liberação de dinheiro. Ele foi algumas vezes a Brasília'', disse.
Reparos emergenciais
Durante esses 65 dias, a prefeitura usou pouco mais de R$ 800 mil contingenciados de várias pastas para reparar trecho da Rua Almeida Garret, em frente à barragem do Igapó. A via foi interditada depois de desmoronamento de barranco.
Outra obra emergencial realizada pela prefeitura foi na ponte sobre o Ribeirão Lindoia, que havia desabado com a força da água. A última intervenção foi no muro do Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Norte.
A Secretaria Municipal do Ambiente ainda mantém a interdição do Parque Arthur Thomas. A ponte que liga os jardins Bandeirantes e Sabará, na Zona Oeste, segue fechada para o trânsito.
O município tenta vender quatro terrenos públicos para financiar recapeamento das vias públicas. As áreas foram avaliadas em R$ 30 milhões.


