Governo nega seriedade de suposto grupo guerrilheiro
Buenos Aires, 05 (AE-AP) - O ministro do Interior da Argentina, Federico Storani, classificou hoje (05) de "agitadores profissionais" os integrantes de um suposto comando guerrilheiro que surgiu na província de Entre Ríos e ameaçou reviver a violência armada da década de 70.
"Creio que são guerrilheiros falsificados", disse Storani a jornalista durante uma entrevista coletiva em Buenos Aires. "O que podemos dizer com firmeza e segurança é que lhes falta ideologia", afirmou o ministro.
Hoje, um denominado "comandante Carlos" foi entrevistado pelo canal a cabo Crónica TV, em uma zona de florestas próxima à cidade de Concordia, sobre o Rio Uruguai. Ele disse que está liderando o "comando Sabino Navarro", nome dado em homenagem ao chefe da extinta organização guerrilheira Montoneros - que atuou na Argentina na década de 70 -, que foi morto num ataque contra uma unidade militar.
"Estamos cansados de governos que traem o povo e de políticos que se enriquecem às nossas custas", afirmou Carlos, que escondia o rosto com um capuz e vestia roupas militares. Ele estava rodeado por outros indivíduos, armados com pistolas e também encapuzados.
Durante a entrevista coletiva, Storani disse "tratar-se de agitadores profissionais" e identificou o "comandante Carlos" como José María Lima. Entretanto, o ministro não descartou que se trata de um grupo provocador, apoiado por agentes da inteligência descontentes com o governo.
De acordo com Carlos, seu grupo realizou um atentado com explosivos contra a residência de Susana Paoli, colaboradora do governador de Entre Ríos, Sergio Montiel, a quem classificou de "ditador".
"Estamos agindo há oito meses. Estive com o comandante Marcos, no México, e com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), fazendo cursos de capacitação. Agora, entramos para a luta armada", afirmou Carlos na televisão.
Storani, entretanto, assegurou não ser necessário o envio de forças especiais à província de Entre Ríos. "É um pequeno grupo que se dedica à extorsão política".





