Governo não vai perder as metas para 2000, diz Mailson
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terça-feira, 23 de novembro de 1999
por Paula Puliti 
São Paulo, 23 (AE) - O ex-ministro Maílson da Nóbrega afirmou há pouco que o superávit primário de R$ 5,1 bilhões anunciado ontem foi fortemente influenciado pelo resultado das estatais, que ficou acima das previsões. O ex-ministro disse que os números são realmente uma boa notícia só que havia dúvidas sobre se o governo conseguiria cumprir as metas no quarto trimestre deste ano. Na avaliação do ex-ministro, o superavit primário positivo é uma tendência. "O governo não vai perder as metas para o próximo ano", disse Maílson logo após o debate Perspectiva da Economia Brasileira, promovido pela Agência Estado.
Para o próximo ano, entretanto, disse o ministro a meta de superávit é ainda mais dura, de 3,25% do PIB, ante 3,5% neste ano. Mesmo assim o ex-ministro se mostrou confiante porque o governo ainda vai contar com receita extraordinárias como CPMF, concessões e contribuição de servidores públicos. "O nó só virá depois de 2001", disse. O ex-ministro acredita que o governo terá de voltar atrás na promessa de reduzir a CPMF de 0,38% para 0,30%. Para Mailson, a manutenção do número é fundamental para que o governo consiga cumprir suas metas.
Câmbio - O ex-ministro Maílson da Nóbrega, disse há pouco que o Banco Central não terá folêgo para continuar intervindo no câmbio até o ano 2000. Maílson acredita, no entanto, que se necessário for, o FMI poderá dar suporte ao País de forma a tornar permanente a política de intervenções. O ex-ministro disse que, de qualquer forma o cenário externo deverá contribuir para à estabilidade do real. Para Mailson, os atuais números da inflação são preocupantes. Há sinais de tentativas de restauração da indexação salarial, mas o governo esta sabendo lidar com a questão, evitando a desvalorização desnecessária do real. Na avaliação do ex-ministro, o Banco Central esta dando sinais de preparo para lidar com o resurgimento da inflação.


