Governo não vai negociar reajuste
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quarta-feira, 05 de maio de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Não há perspectiva de negociar, por enquanto, qualquer reajuste salarial com os professores das universidades estaduais do Paraná. O aviso é do coordenador de Ensino Superior da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Tarcísio Trindade. De qualquer forma, segundo ele, o governo do Estado nunca fechou as portas para os sindicatos que representam os docentes e está disposto a conversar.
A afirmação veio em resposta à paralisação de advertência anunciada pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Londrina (Aduel). Conforme matéria publicada pela Folha na edição de ontem, os professores, segundo a Aduel, devem cruzar os braços no próximo dia 12. A reivindicação é pela reposição das perdas salariais acumuladas nos últimos anos, que chegam a 62%. O próximo passo seria uma greve por tempo indeterminado.
''O próprio governo reconheceu que há perda salarial acumulada, mas ainda não conseguiu fazer a correção devida'', afirmou Trindade. O empecilho, destacou ele, é o limite nos gastos com a folha de pagamento do funcionalismo, imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
A reitora da UEL, Lygia Pupatto, disse que não foi procurada por nenhuma entidade sindical para intermediar uma negociação com o governo do Estado. ''Não sei se a comunidade de Londrina está preparada para aceitar uma outra greve'', afirmou. Ela disse que somente agora a universidade está conseguindo colocar o calendário letivo em dia por causa da paralisação de seis meses ocorrida em 2001.
Lygia Puppato afirmou que sempre respeitou as mobilizações dos professores e reconhece que os salários estão defasados, mas acredita que, primeiramente, é preciso ter uma pauta administrativa bem definida. Ela lembrou que a prioridade, este ano, foi a contratação dos professores. Disse que não está alheia à questão salarial e que está analisando a proposta para o plano de cargos e salários dos professores, elaborada pela comissão constituída para esse fim.


