São Paulo, 21 - A Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) está sem resposta do governo para a carta enviada na última sexta-feira criticando o aumento de 11,5% no preço da nafta promovido na semana passada. Com a ajuste, o produto já acumula alta de 40% no ano. Na nota enviada aos ministérios da Fazenda, Minas e Energia, Desenvolvimento e à Secretaria de Acompanhamento Econômico, o presidente da entidade
Merheg Cachum, ressalta que a nafta é matéria-prima básica para a indústria petroquímica. Por isso, alerta para o risco de o aumento ser repassado pelos diferentes estágios da cadeia produtiva até chegar aos produtos feitos de plástico.
Por enquanto, porém, os fabricantes de resinas - insumo para a indústria de plástico - vêm mantendo seus preços. O Siresp, sindicato que reúne a indústria do setor, não diz se novos aumentos estão a caminho. Procurado por quatro dias pela Agência Estado, o presidente da entidade, Jean Daniel Peter, não deu resposta aos pedidos de entrevista. A entidade limitou-se a divulgar nota, na semana passada, com críticas ao ajuste da nafta.
A Petroquímica União (PQU), uma das três centrais de matéria-prima para indústria petroquímica no País, já alertou que há margem para novas altas. Segundo o presidente da empresa, Edson Eden, com a nafta mais cara, as centrais tenderão a aproximar mais rapidamente seus preços das cotações internacionais. Nos seus cálculos, os preços no Brasil estão em média 10% abaixo dos adotados na Europa e nos Estados Unidos.
As duas outras centrais de matéria-prima - Copene e Copesul - não se manifestam sobre o assunto quando procuradas pela Agência Estado. (Carin Homonnay Petti)

mockup