Governo não oferece atendimento exclusivo
Apesar de o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecer tratamento, acesso a medicamentos e exames gratuitamente, existe uma carência de projetos e campanhas voltadas especificamente para combater o avanço da aids na terceira idade.
A avaliação é do infectologista Jan Walter Stegmann, para quem o poder público deveria dispensar uma atenção maior ao assunto. Ele ressalta que em Londrina não existe nenhum atendimento voltado exclusivamente para o paciente soropositivo da terceira idade.
A secretária do Idoso, Liz Clara Ribeiro de Campos, afirma que existem 22 grupos dedicados aos idosos que atuam em todas as regiões da cidade. ''Realizamos oficinas específicas sobre DST, que integram o Programa Bem Viver. No início do ano oferecemos cursos de capacitação aos coordenadores dos grupos'', conta. A intenção, segundo ela, é aumentar o investimento, considerando a relevância do problema.
A assessoria do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde informa que o órgão realizou duas campanhas voltadas especificamente aos idosos em dezembro de 2008 e no carnaval de 2009. Ressalta ainda que existe um trabalho constante voltado à prevenção e ao tratamento do paciente com aids com distribuição de material impresso e inserções na mídia.
No que diz respeito aos direitos do soropositivo, o Ministério da Saúde destaca que nenhuma pessoa pode divulgar quem tem HIV/aids sem prévia autorização. E acrescenta que as empresas não podem obrigar um profissional a fazer o teste de detecção de aids antes da contratação e tampouco pode demitir o empregado apenas por ter HIV.(P.C.B.)





