Governo não está preocupado com crescimento, diz Abimaq
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domingo, 08 de agosto de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 09 (AE) - O presidente da Abimaq (Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos), Luiz Carlos Delben Leite, acredita que a atual política econômica é insuficiente para que o País volte a crescer. "Até agora, não vejo o governo preocupado com isso. O governo ficou tratando da macroeconomia, com políticas monetárias desconectadas que não são voltadas para a economia real do Brasil", afirmou Delben. O recorde do desemprego, o crescimento dos déficits público e da balança comercial, além do aumento da carga tributária, seriam indicativos do "descolamento" do governo com a realidade.
Segundo ele, o presidente Fernando Henrique Cardoso e integrantes de sua equipe discursam em favor da retomada do crescimento, mas não partem para ações. A mudança na equipe econômica, segundo Delben, foi importante, mas "os resultados não mostram modificações significativas". "Talvez os novos ministros não tenham condições para uma mudança mais profunda", ponderou o presidente da Abimaq.
A entrada de Armínio Fraga no Banco Central trouxe, de acordo com ele, mais coerência na política monetária, para a retomada do desenvolvimento, à medida que viabilizou a queda dos juros e desvalorizou o real, que estava "subsidiando as importações". "Isso, no entanto, não é suficiente", afirmou, pedindo as reformas tributária e da legislação trabalhista, além do ajuste fiscal que permitiria ao governo deixar a posição de maior credor interno.


