Governo não atende a 5 reivindicações e greve continua
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terça-feira, 27 de julho de 1999
Por Márcia Furlan 
São Paulo, 28 - O líder do movimento União Brasil Caminhoneiros, Nélio Botelho, afirmou que os sindicatos decidiram manter a paralisação em função do não atendimento das cinco principais reivindicações da categoria: revisão no preços dos fretes, redução dos pedágios para R$ 1 por eixo, maior segurança nas rodovias, alteração no sistema de pesagem de cargas e mudanças no sistema de pontuação dos motoristas multados.
Segundo Botelho, que diz ser porta-voz dos caminhoneiros
a orientação recebida era de que o movimento continuaria se esses cinco pontos não fossem atendidos. Ele, entretanto, apelou às lideranças para orientarem os profissionais a desbloquear as rodovias e manter o protesto estacionando os veículos nos acostamentos ou postos de gasolina.
Botelho informou também que se colocou à disposição do ministro, Eliseu Padilha, para a retomada das conversações, mas soube que a orientação dada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso ao ministro era de que retornasse a Brasília caso não houvesse entendimento.
O ministro Eliseu Padilha informou que se comprometeu durante a reunião de quatro horas, a garantir dois pontos que dizem respeito ao ministério: a conservação das estradas e a segurança. Neste último item, Padilha disse que poderiam ser estabelecidos convênios entre o Ministério da Justiça, a Polícia Rodoviária e os Estados para policiamento e monitoramento da fiscalização. Entretanto, Padilha se dispôs a buscar soluções para as outras reivindicações como propor estudo no Contran para solução sobre a pontuação das carteiras de habilitação; a suspensão da Portaria que seria editada em breve de aumento dos pedágios; a negociação com empresários do setor para uso da tabela de fretes calculada pela Fipe e a análise da redução dos preços do óleo diesel.


