Brasília, 02 (AE) - O presidente Fernando Henrique Cardoso disse hoje, por intermédio do seu porta-voz, Georges Lamazire, que intervirá na disputa entre a Polícia Federal e a área de inteligência do governo, "quando achar necessário". A nova briga pública foi deflagrada na terça-feira pelo ministro da Justiça, Renan Calheiros, quando afirmou que "há uma crise de relacionamento entre a inteligência policial , conduzida pela Polícia Federal , a ele subordinada, e a inteligência clássica, conduzida pela Agência de Inteligência Brasileira (Abin), comandada pelo general Alberto Cardoso, ministro-chefe da Casa Militar.
Renan Calheiros em momento algum citou o nome do general Cardoso, com quem disse ter um bom relacionamento. O ministro-chefe da Casa Militar preferiu não responder às declarações de Calheiros. No início da semana, o presidente já havia dado um basta em uma outra discussão pública entre ministros: da Previdência, Waldeck Ornélas, e da Saúde, José Serra. A eles, na segunda-feira, o presidente pediu que não tornassem públicas questões que deveriam ser resolvidas internamente. Fernando Henrique reafirmou que confia no general Cardoso e quer preservar um de seus principais e mais fiéis auxiliares.

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