Nova York, 18 (AE-DOW JONES) - As autoridades reguladoras do México vão intervir no terceiro maior banco do país, o Grupo Financiero Serfin SA, e sanear a instituição virtualmente falida para colocá-la à venda em leilão, informa The Wall Street Journal. Os espanhóis Banco Bilbao Vizcaya SA e o Banco Santander Central Hispano SA são apontados como possíveis interessados em adquirir o Serfin.
Uma assembléia extraordinária no dia 8 de julho vai determinar a posição dos acionistas em relação ao futuro do Serfin. Segundo o Journal, os acionistas devem reconhecer perdas de US$ 1,4 bilhão e destinar sua participação acionária, estimada em cerca de US$ 1 bilhão, para cobrí-las. O restante será coberto pelo recém-criado Instituto de Proteção ao Depósito Bancário (IPAB). Vicente Corta, diretor do IPAB, disse que a agência vai assumir o controle do Serfin e "adotar as medidas necessárias para torná-lo um dos mais sólidos bancos mexicanos".
Analistas disseram ao Journal, no entanto, que a operação de saneamento do Serfin, cujo passivo é estimado em US$ 16,9 bilhões, pode custar muito mais do que o US$ 1,4 bilhão a ser colocado pelos acionistas e o IPAB. O HSBC Holding PLC é o mais forte acionista, com 19,9% do banco. Ao contrário dos demais acionistas, o HSBC pode sair do investimento sem perdas por causa das garantias do governo. Segundo o Journal, não está claro se o HSBC, com sede em Londres, vai participar do leilão do Serfin.

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